domingo, 17 de novembro de 2013

Tarte de amêndoa?

Boa noite!!

Bem, nem querem imaginar o que aconteceu! Hoje de manhã, eram seis e meia e as crianças já estavam aos berros, todas enérgicas. Como é que é possível?? Eu quando faço campos ou assim o que quero é dormir até tarde, não madrugar! E, para além desses monstros, veio também o sino da capela da casa onde dormíamos, pelo que foi impossível adormecer depois disso.

Lá me levantei a muito custo (obviamente que fui a última, mas a Alexandra acompanhou-me) e fui para a sala de refeições, onde bebi um copo de leite com chocolate e bolachas, o tipo pequeno almoço italiano (não a comida em si, só por ser pouco).
Depois de enfardar bolachas fomos para o salão pregar mais um bocadinho, que nunca é de mais. Tudo rezado, estivemos só a conversar na sala, com música e alguns miúdos corajosos a ir ao meio dançar um bocado.

Às 11:20h partimos rumo à missa (eu, a Anna e a nossa tia), para onde iam todos. E foi só na missa que eu percebi o propósito do retiro, era uma preparação para o Cresima, que ainda não percebi bem o que é em Portugal, dado que parece Crisma mas os miúdos eram demasiado pequenos para o fazer.
Na missa ofereceu-se uma bíblia a cada miúdo e rezou-se mais mil vezes, ficando eu a olhar para o vazio.

Entretanto viemos para casa, para almoçar. Hoje o almoço foi canelloni e depois um bife, mas incrivelmente passado 15 minutos já estava com fome outra vez. Depois de almoço continuei o que estava a fazer antes, a preparar mil e uma castanhas, porque íamos ter convidados durante a tarde.
Vim para o quarto, escrevi o blog de ontem e vim cuscar um pouco do facebook, dado que no retiro a rede era pouca. Entretanto a Anna chamou-me, para fazer um bolo. Decidimo-nos pela tarte de amêndoa, mal sabendo que não tínhamos os ingredientes.
A parte de baixo já estava feita quando chegaram os convidados, o meu primo e a sua namorada. E foi isso que estragou tudo. Como não tínhamos caramelo líquido de compra, decidimos fazer nós. Já estava quase pronto quando largámos tudo para ir comer castanhas e beber chá com os convidados, enquanto se mantinha uma boa conversa.
Quando voltámos a meter mão na massa, já o caramelo estava petrificado, pelo que se teve de derreter e pelo que a mistura de manteiga e açúcar para onde devia ir começou a queimar. E como uma coisa leva a outra, já a mistura estava petrificada quando o caramelo estava pronto. Isto tudo acabou num aglomerado de cubos de açúcar com amêndoa ao meio (que, como não vinha laminada, eu, o meu pai e a minha mãe estivemos a cortar) em cima de um bolo, sem sequer pegar.

Desgraça feita, estivemos a beber chá e a comer fruta, enquanto continuávamos a falar. Entretanto o Tommi foi para a missa, a Anna ao Magnani e eu fui para o quarto "estudar", mas acabei por falar com a Maria Carreira, os meus pais e o Pedro Machado pelo skype, para matar algumas saudades e partilhar algumas novidades.
Por volta das 20h saímos para casa da minha tia, onde íamos ter um jantar de família. Eu, a Anna, os meus pais, a avó, a minha tia, as três filhas, uma delas com dois filhos e o marido, uma amiga e o padre, que não podia faltar. Antes de comer, o padre lá disse uma prece qualquer e atirou água benta para os convidados e para a casa, enquanto a visitava.
O jantar foi pizza e como sobremesa tivemos o meu bolo, um cheesecake e gelado caseiro, delicioso. E para além disso vieram ainda castanhas, que também já não podem faltar numa refeição.

O ambiente foi muito agradável durante o jantar, e voltei a falar mais com as minhas primas, que são muito simpáticas. No entanto a alma do jantar foi o Giacomo, que nasceu na minha primeira semana cá.
Fomos embora cedo, e eu tomei um duche e vim para a cama, porque estou a morrer de sono.

Só mais umas curiosidades:
Olham para mim como se eu fosse um alien quando digo que em Portugal comemos castanhas com sal, ou que metemos ananás na pizza.
Aqui ninguém conhece Coimbra, mas todos conhecem Fátima.

Vou dormir que amanhã tenho verifica de Matemática, e sozinha! Aiuta!

P.S.: Aquela coisa que no início me foi diagnosticada como pitiriase veio-se a tornar psoríase, pelo que estou com o maior ataque que alguma vez tive. Agora estou a fazer o tratamento com cortisona, pelo que a Anna me embalou a barriga com papel filme, para ver se isto fica melhor. Sinto-me um chouriço.







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