segunda-feira, 11 de novembro de 2013

(10-11-2013) Bolonha!

(10-11-2013)
Olá a todos!
Hoje foi um dia muito diferente do que costumo ter, mas que voltei a adorar!
Apesar de ser domingo acordei cedíssimo, vesti-me e fui com a Anita para a estação, onde íamos encontrar os outros. Na estação não estava ninguém, pelo que a Anita foi comprar o seu bilhete e fomos para o café para eu comer, um bombolone de chocolate (apaixono-me cada vez que como) e um ice tea de pêssego que "fa schifo". Estava eu a pagar à senhora quando alguém me sussurra "I will eat you" e depois partimo-nos a rir. A Cille fez isto porque eu disse-lhe exactamente o mesmo quando estávamos no Cesenatico, e ela prometeu vingar-se.
Toda a gente reunida, check in feito, lá fomos para o comboio e partimos para Bolonha! Durante a viagem de comboio vínhamos todos mais para lá do que para cá, dado que as semanas têm sido cansativas. Em Modena entrou a Matilde, a Carola e a Emily, que vinham connosco.
Na viagem o Cedric esteve-me a mostrar uns videoclip's hilariante, cuja música ficou-me na cabeça o dia todo (para quem estiver interessado, pesquise: "tunak tunak tun" e "met romana op de scooter").
Chegados a Bolonha contagiaram-se uns aos outros com a doença do turista chinês, sacaram do telemóvel e flash para todo o lado. Fotos a saltar, fotos a dizer adeus, fotos com fontes, fotos, fotos e mais fotos.

Entretanto começámos a andar pela Via Independenzia que leva à praça principal, onde nos íamos encontrar com o Alessandro, o voluntário de Bolonha. A meio do caminho ainda encontrámos a Amila e a Andrea, que vinham connosco.
Com o Alessandro estivemos a fazer um voltinha turística, em que aprendemos coisas interessantes. Duas sobre a Catedral de San Petroneo: dentro tem uma pintura onde está representado Muhammad a ir para o
inferno (o que faz com que seja um possível alvo terrorista) e a zona inacabada, dado que o papa proibiu a total construção quando soube que era suposto ser maior que a Basílica de São Pedro (Vaticano).
Entrámos na igreja para ver um bocadinho, mas eu e o Cedric, como bons turistas que somos, pagámos 2€ e fomos a uma zona especial onde estava a pintura, enquanto ouvíamos a explicação. Meia hora depois e fartos de ouvir falar de Dante (os italianos metem Dante em tudo), lá saímos e fomos ter com o resto do grupo.

Nas ruas de Bolonha há imensos artistas de rua, o que dá um óptimo ambiente, mas também fomos apanhados de surpresa várias vezes por mulheres todas vestidas de branco, com a cara pintada de branco que só pediam dinheiro. Insistindo ainda mais quando nos viam de carteira na mão.

Depois da nossa volta turística parámos para descansar um pouco, e a Íris contou-nos que ontem às 3h deu-lhe fome, saiu do quarto, foi para o elevador, escolheu o andar da cozinha e, quando meteu o pé no outro piso, a casa tornou-se vermelha e a apitar. Mas que maravilha, um alarme anti ladrão que nem te deixa comer à noite.

Fomos para um restaurante onde fomos almoçar, lasanha, gnocco e todas essas coisas típicas italianas. Como crianças que somos passámos também o almoço a meter coisas nos copos dos outros, para depois nos rirmos das expressões quando bebessem. Depois do almoço fomos comer uma sobremesa a uma gelataria. Muitos comeram gelado, mas eu e a Serra optámos por um "biscotto", que era delicioso.
Entretanto encontrámos o pessoal de Bolonha, entre os quais o Gregory, a Anne, o Erlend e o Chayakon, o grande.

Deram-nos tempo livre e cada um foi fazer o que quisesse. Enquanto uns ficaram à conversa, nós fomos as compras. Como a Cille, a Anne e a Serra foram demasiado rápido, perdemo-las de vista, e tivemos de encontrar o caminho, eu e a Íris. Na H&M voltámos a encontrá-las, e a muita roupa gira. Acabámos por comprar o mesmo camisolão de natal, que é giríssimo. Como ela só tinha cartão de crédito de Hong Kong, tive de pagar-lhe o dela, o que me deu menor margem para outras coisas.
Fomos ao banco ver se levantávamos mais, mas a mim disseram-me que não tinha mais dinheiro, e a ela disseram que não estava disponível. Fomos ver o preço do camisolão da universidade de Bolonha que eu queria comprar mas, quando vi o preço, desisti logo. Voltámos para a H&M, onde elas continuavam às compras, por isso saímos. Fora encontrámos um grupo que ia beber chocolate quente, mas não nos juntámos.
Fomos então dar uma volta pelas lojas de Bolonha, enquanto nos apaixonávamos repetidamente e dolorosamente, dado que não tínhamos dinheiro.
Às 16h30 reencontrámos a Serra e a Cille e fomos juntas para a KIKO Cosmética. No caminho comprei um cartucho de castanhas, que sabe sempre bem num dia frio de chuva. Às 16:50 chegámos ao ponto de encontro e, como ainda tínhamos 10 min, fomos ver uma feira de livros. Acabei por comprar uma banda desenhada do Mickey ("topolino") em italiano, por um euro.
Reunimo-nos todos e fomos para a estação. Depois de muitos abraços e despedidas (principalmente para mim que não vou voltar a vê-los), lá fomos embora. Fomos para o comboio e passado 45 min lá estávamos em Reggio, outra vez na vida normal. Os pais vieram buscar todos, por isso eu fiquei com a Anita, a Elena, um outro rapaz, o Cedric e a mãe dele, à espera da minha corriera. Como a paragem estava cheia de gente eles foram-se embora, deixando-me com as badantes todas. Lá encontrei a minha amiga ucraniana de ontem com quem falei mais um bocado, e depois a minha prof de espanhol.

Na viagem de volta liguei ao Afonso com quem estive a falar muito tempo, e dormi o resto, o que soube mesmo bem.
Cheguei a Castelnovo, o meu pai veio-me buscar e fomos para casa, onde tínhamos convidados. Comi mais uma lasanha, tangerinas e vim para a cama, porque estou a morrer. Tenho teste amanhã de amanhã, mas neste momento a minha prioridade é dormir.
Bolonha é linda, recomendo!

Beijo!

P.S.: No final do dia a Anita virou-se para mim e para o Cedric (que viemos o tempo todo a conversar) e disse algo do género "Vocês os dois ainda estão a conversar? Vieram o dia todo e ainda não se calaram! Como é que têm um tema sequer?!". É simplesmente por ele ser igual a mim, há tanto para falar!












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