terça-feira, 12 de novembro de 2013

Arruinando vidas

Ciao!

Hoje de manhã o meu despertador tocou às 7:05, mas eu desliguei-o e só voltei a acordar às 7:30, pelo que voltou a ser uma correria. Não tive tempo de comer nem de ir com a Anna, que acordou às 4h porque tinha um teste à primeira hora.

Cheguei à escola e, com toda a correria e mil escadas que tenho de subir para chegar à sala, mesmo com o frio de morrer que estava, andava só de camisa, numa autêntica sauna.
Voltei a encontrar o rapaz brasileiro, o Uelinton, com quem troquei número de telemóvel para irmos falando. As duas primeiras aulas foram de Educação Física, durante as quais estivemos a jogar volleyball (pallavolo). Formámos também uma equipa para um torneio inter-turmas, em que só estou porque o professor insistiu, dizendo que ia ser uma recordação para mim.
Na aula reparei que a Niccole tinha uns calções que diziam "Ele" no rabo (eram calções de uma rapariga a quem chamam "Ele") e, quando lhe disse que isso significava "Lui" e que os calções seriam considerados porquitos em Portugal, ela riu-se imenso e disse que agora até estava envergonhada por os usar.
A terceira aula foi Italiano, mas eu estive o tempo todo a jogar Zombie Tsunami, pois foi interrogação a alguns alunos.

No intervalo fui com o Matteo e a Tamara ao bar, mas já não sobrava nada de nada. Fui assim com o Matteo às máquinas de comida, porque tinha mesmo de comer qualquer coisa. Mais um pequeno almoço saudável: tuc e oreos.
Passei o resto do intervalo com o Matteo, que descobri que é uma pessoa muito interessante com quem falar e que tem sido impecável comigo.

No quarto tempo fui para a sala da Anna, para ter Química. Passámos a aula toda a ouvir a professora a explicar como vai ser o teste de amanhã: 8 páginas, 37 perguntas, coisa pouca. A lógica dela é: se o teste é muito grande, vocês nem vão ter tempo para copiar.
A quinta aula foi Matemática com a III^P, a turma da Greta. Quando cheguei estavam todos a acabar um teste, pelo que me fui sentar no meu lugar à espera que acabassem. Entretanto a professora deu-me o teste que fiz ontem, no qual tive 8/9. A Gre, mal viu a nota, deu-me um abraço, com um grande sorriso na cara.
Entretanto ela foi-se embora para tratar das coisas das listas, e nós começámos a dar matéria.

À hora de almoço fui com a Giulia da minha turma para a paragem de autocarro, mas depois fomos em corrieras diferentes. Esperei pela Greta e lá fomos nós para o meio da guerra arranjar um lugar.  Lugares arranjados, fui passar o meu bilhete, para evitar uma desagradável surpresa. Até Casina vim a falar com a Greta e outros rapazes principalmente sobre o clima, porque eles eram de Marrocos e também não estão habituados a neve.
Em Casina a Greta saiu, pelo que fui a dormir o resto do caminho. Quando acordei pouco faltava para chegar à estação, o que foi óptimo.
Fui ter com a Iris ao Mc, pedi o meu happy meal e, quando voltei, já estavam lá os outros.

A caminho da escola de Italiano vim a falar com o Cedric, com quem cantava o Tunak tunak tun.
Enquanto esperávamos que a porta da escola abrisse, a Cille ofereceu uma pulseira a cada uma das raparigas, só porque sim.
Quando entrámos na sala, eu aproveitei para almoçar, brincámos com o boneco que a Anna me deu ontem e entretanto começou a aula. Hoje estivemos a estudar os pronomes, fizemos um teste de listening, falámos um bocado da geografia Italiana e do que fizemos no fim de semana.

A aula acabou e lá voltámos para a estação, enquanto eu e o Cedric falávamos de séries de televisão, e recordávamos alguns bons momentos do Sheldon, como o do Efeito Doppler.
Ficámos à espera do autocarro da Iris, do da Serra e da Cille, e depois fomos embora. Ponderámos ir até ao centro, mas já era relativamente tarde, pelo que ficámos a conhecer a China Town de Reggio.
Às 17:50 voltámos para a estação, onde eu fui comprar um bombolone de chocolate para se juntar ao meu dia saudável de hoje, e depois para a estação de autocarros. O Cedric foi o primeiro a partir, e depois eu e o Agustin, no mesmo autocarro. A partir de Puianello, quando o Agustin já tinha descido, comecei a jogar zombie tsunami para o tempo passar mais rápido. E passou. Em cinco minutos cheguei a Castelnovo e vim a pé para casa.

Chegada a casa encontrei uma encomenda do meu pai verdadeiro na minha cama. Abri e, quando reparei que não era para mim mas sim para a família, voltei a fechar e fui-lhes entregar. Era um sabonete e uma caixinha decorada com um lenço dos namorados, e um postal escrito em Italiano. Expliquei-lhe a história dos lenços dos namorados, que eles adoraram.

Entretanto fomos jantar: uma sopa e depois uma espécie de quiche para mim, dado que não tinha comido ao almoço. Depois de jantar fiquei um bocado à conversa com o meu pai, mas cedo vim para o meu quarto, para estudar.
Estou agora numa pausa do meu estudo de Inglês, mas depois tenho mais um de Química para fazer. Os meus colegas garantiram-me que ela não me ia interrogar, mas eu estou com um feeling como vai. Embora o Marco dissesse que se oferece para ir se ela me chamar, prefiro estudar um pouco porque não o quero deixar a arder.
Estou também a trocar uns vídeos, fotos e gravações de voz muito estranhas com o Cedric, mas está a ter imensa piada. Vou ter tantas saudades deles!

Hoje recebi uma mensagem da Ana Francisca a dizer que, depois de ler tanto sobre o Zombie Tsunami no meu blog, o sacou e que lhe arruinei a vida. E vai mais uma.

Amanhã vai ser um dia pesado, mas à tarde vou dar um passeio com a Greta e cortar o cabelo, se tudo correr bem.

Buonanotte!




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